PF encerra buscas após apreensão da última arma de Bolsonaro

    A apreensão atende à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF)

    Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

    A Polícia Federal (PF) concluiu o recolhimento das armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após apreender, nesta quarta-feira (8), uma espingarda que permanecia em uma loja de artigos bélicos em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Com a localização do armamento, a corporação considera encerradas as diligências relacionadas ao caso.

    A apreensão atende à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que condicionou a permanência de Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária à entrega de todas as armas registradas em seu nome.

    “O STF manteve a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, mas, em contrapartida, ele tinha que entregar todas as armas que estavam em nome dele para continuar em casa”, explicou o analista de segurança pública Elijonas Maia.

    Até então, nove das dez armas vinculadas ao ex-presidente já estavam sob responsabilidade da Polícia Federal. Parte delas foi entregue pela defesa de Bolsonaro em 2023, enquanto outras haviam sido recolhidas pelo Exército por ordem do Supremo.

    A única pendência era uma espingarda que permanecia em uma loja especializada no Rio Grande do Sul. Segundo Elijonas Maia, o proprietário do estabelecimento entrou em contato com a Polícia Federal para informar que o armamento continuava sob sua guarda.

    “Após a repercussão do caso, o dono da loja avisou à Polícia Federal que estava com a arma que ele mesmo presenteou e transferiu ao nome do ex-presidente”, destacou Elijonas.

    De acordo com o comerciante, Bolsonaro nunca compareceu para retirar a espingarda após a transferência do registro para seu nome. Diante da decisão judicial, ele optou por entregar voluntariamente o armamento à PF.

    Entre as armas registradas em nome do ex-presidente, a que mais gerou desdobramentos foi uma pistola Glock. O armamento foi apreendido pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma abordagem, quando estava com um militar do Exército que integrava a equipe de segurança de Bolsonaro. A pistola permanece sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.

    O ministro Alexandre de Moraes afirmou que inconsistências nas informações sobre a localização das armas motivaram o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência de Bolsonaro, em Brasília. Durante a operação, realizada também nesta quarta-feira, nenhum armamento foi encontrado no imóvel.