Lula nega interferências para sucessão na Câmara: ‘Relação institucional’

    No páreo para suceder Arthur Lira na Casa estão os baianos Antonio Brito (PSD) e Elmar Nascimento (União Brasil)

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    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartou interferências na escolha do candidato à sucessão à presidência da Câmara dos Deputados por Arthur Lira (PP). Em entrevista à Rádio Metrópoles, nesta quinta-feira (17), o mandatário afirmou que o seu desejo é manter “uma relação institucional e civilizada com quem ganhar” a disputa. 

    “Eu tenho como prática política não me meter na escolha do presidente da Câmara, é uma coisa do Congresso Nacional. Como eu respeito a autonomia de cada poder, o meu presidente será aquele que será eleito. Goste dele ou não goste, eu vou conversar e tratá-lo como presidente da Câmara. Eu não vou, nunca, apresentar ao presidente da Câmara um projeto de interesse meu pessoal. Eu vou apresentar um projeto de interesse do povo brasileiro”, cravou o presidente. 

    No páreo para a presidência da Câmara estão os baianos Antonio Brito (PSD) e Elmar Nascimento (União Brasil). Os parlamentares se uniram para fritar a candidatura de Hugo Motta (Republicanos), apontado como o favorito de Lira. 

    “Quando nós tomamos posse, muitas pessoas diziam que a gente ia ter dificuldade de governar. […] Até agora não perdemos nenhum projeto importante que o governo mandou pro Congresso Nacional. Lógico que às vezes o projeto que você manda não é aprovado do jeito que você quer e [isso] faz parte da democracia”, pontua. 

    “Cada deputado tem o seu pensamento, cada partido tem a sua ideia. Ninguém é obrigado a acatar tudo o que o governo manda, mas é possível estabelecer uma mesa de negociação para encontrar um denominador comum e isso tem sido feito com Lira e Pacheco na presidência. Eu não quero escolher presidente, eu quero manter uma relação institucional e civilizada com quem ganhar nas duas casas. [É] o presidente da república que precisa da Câmara”, finaliza.