MP-BA abre procedimento para acompanhar apuração de ataque a terreiro em Cajazeiras XI

    Invasores picharam a entrada do templo religioso utilizando tinta vermelha, escrevendo as palavras 'assassinos e 'Jesus'

    Foto: Reprodução/Redes sociais

    A 1ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar as investigações sobre o ataque de intolerância religiosa ocorrido contra o terreiro de candomblé Nzo Mutá Lombô Ye Kayongo Toma Kwiza, localizado no bairro de Cajazeiras XI, em Salvador.

    A medida foi formalizada sob a responsabilidade da promotora de Justiça Lívia Marina Santana e Sant’Anna Vaz, atuante na área de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa

    Pichações e vandalismo

    O caso ocorreu na manhã do dia 17 de janeiro de 2026. Segundo relatos do babalorixá Pai Mutá, responsável pela casa, que tem 33 anos de tradição e atuação comunitária, os atos de vandalismo foram percebidos por volta das 7h, quando uma das frequentadoras do local chegou ao terreiro e identificou o ataque.

    Os invasores picharam a entrada do templo religioso utilizando tinta vermelha, escrevendo as palavras “assassinos” e “Jesus”. O portão de acesso de pedestres, o interfone e a caixa de correio do imóvel também foram cobertos pela tinta.

    O crime de ódio e discriminação religiosa foi registrado formalmente na Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), responsável pelas investigações criminais da Polícia Civil.