Isolamento: mulheres são maioria e demonstram maior preocupação com o vírus

    De acordo com Datafolha, o público feminino também é maior entre os que desconfiam das intenções do presidente

    Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    O público feminino é o que mais atende ao isolamento social – orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, elas também são maioria quando a o assunto é a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) frente à crise sanitária provocada pela pandemia do novo coronavírus, o causador da Covid-19.

    O levantamento, feito pela Datafolha, onte, segunda-feira (27), ouviu 1503 brasileiros adultos por meio de ligação telefônica em todos os estados do país. Conforme o instituto, a margem de erro fica entre três pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Entre as entrevistadas, 60% afirmam só sair de casa quando é inevitável, e 20% garantiram naõ sair de jeito nenhum. A proporção entre os homens é de 46% e 13%, respectivamente.

    As mulheres também demonstram mais preocupação quanto ao fato de que o brasileiro está menos preocupado com a pandemia do que deveria. Ao menos 61% das entrevistadas figuram a defesa dessa percepção, quando os homens representam 51%.

    A pesquisa Datafolha também revela uma diferença entre os gêneros que soa significativa quanto à avaliação do governo Bolsonaro e na desconfiança em relação à postura do chefe do Executivo – que chegou a desrespeitar pelo menos três vezes o isolamento -.

    Entre elas, 28% avaliam a gestão do presidente como ótima ou boa, e 43% como ruim ou péssima. Entre os homens, os índices são de 40% e 33%, respectivamente.