Filho de Domingos Brazão é exonerado e pode concorrer nas eleições deste ano

    Kaio atuava como assessor parlamentar no gabinete do vereador Waldir Brazão (sem partido) na Câmara do Rio

    Foto: Reprodução/Alerj

    Kaio Brazão, filho do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão – um dos suspeitos de mandar matar a vereadora carioca Marielle Franco em 2018 –, foi exonerado do gabinete onde era assessor parlamentar na Câmara Municipal desde janeiro de 2021. A publicação, com efeito retroativo, foi publicada no Diário Oficial na última terça-feira (9) e libera Kaio da função pública a partir de 1º de abril. Kaio atuava como assessor parlamentar no gabinete do vereador Waldir Brazão (sem partido) na Câmara do Rio.

    A movimentação abre caminho para que o filho de Domingos e sobrinho do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) possa disputar a vereança carioca em outubro deste ano. Pela regra, o prazo para desincompatibilização eleitoral, ou seja, intervalo para que ocupantes de cargos no serviço público se afastem da função para poderem se candidatar a um cargo eletivo, é de três meses antes do pleito.

    Em agosto de 2023, Kaio foi lançado pré-candidato a vereador no Rio. Na ocasião, o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (MDB), elogiou a família Brazão e disse que é ela quem “melhor representa Jacarepaguá”, na zona oeste da capital.

    Paes afirmou que “a tradição não pode parar”, ao explicar que quem colocou “pilha” na pré-candidatura de Kaio foi o próprio prefeito. “Eu falei: vamos botar um moleque novo nessa história, para ter energia, disposição, acordar cedo e dormir tarde”, disse se referindo ao filho de Domingos Brazão.

    Em outubro do ano passado, o prefeito nomeou Chiquinho como secretário especial de Ação Comunitária na prefeitura, função que o deputado exerceu até fevereiro. Paes se manifestou no último dia 30, após a prisão dos dois suspeitos, dizendo que foi “um erro colocar no governo uma pessoa que tinha suspeita no caso” Marielle.