Rogério Marinho falou na Fieb como secretário; assim que saiu, virou ministro

    Se ele lá estava já sabendo que horas mais tarde seria ministro do Desenvolvimento Regional, não disse. Nem ninguém imaginou

    Foto: Gustavo Lima /  Câmara dos Deputados
    Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados

     

    Rogério Marinho falou para líderes empresariais baianos ontem pela manhã na Fieb sobre o Brasil Verde e Amarelo na condição de secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Se ele lá estava já sabendo que horas mais tarde seria ministro do Desenvolvimento Regional, não disse. Nem ninguém imaginou.

    Deputado federal pelo Rio Grande do Norte no terceiro mandato (licenciado, claro), bem falante, Rogério, o secretário, falou na Fieb do programa Verde Amarelo, que pretende criar 4 milhões de empregos.

    Na espera

    Citou como exemplos a Previdência e outros benefícios. Antes, os cartórios tinham que comunicar em até 40 dias os casos de óbito, o que significava o pagamento de dois benefícios a um morto. Agora, o prazo é de 24 horas.

    — Com isso, poupamos R$ 1 bilhão ano passado, e queremos poupar R$ 1,5 bilhão neste ano.

    Com os créditos de quem articulou a aprovação da reforma da Previdência no Congresso, citou também que a carga tributária é brutal, e o momento para aprovação nunca esteve tão bom. Dá para acreditar? Com a palavra Ricardo Alban, presidente da Fieb:

    — Temos que sair das discussões e ir para as ações. A roda tem que girar. Hoje temos algum crescimento na construção, mas não é a economia que aumentou a procura por imóveis, são investidores achando que é melhor apostar nisso. Até hoje, não temos uma política industrial. Já pensou?

    Vamos ver se o ministro ajuda a desatar os nós.