No caso dos combustíveis, atender Bolsonaro é suicídio

    Na Bahia, por exemplo, a arrecadação anual é de R$ 10 bilhões, 25% do conjunto do bolo

    O desafio lançado por Jair Bolsonaro para os governadores abrirem mão dos impostos sobre combustíveis, que causou fortes reações de João Doria (PSDB), de São Paulo; e Wilson Witzel (PSC), do Rio, que chegou a chamar o presidente de ‘irresponsável’; só pode ser entendido como piada, segundo os governistas baianos.

    A questão: o governo federal tem fontes de arrecadação de peso, como o Imposto de Renda e o Cofins, enquanto nos estados o carro-forte é o ICMS, onde entram os combustíveis.

    Na Bahia, por exemplo, a arrecadação anual é de R$ 10 bilhões, 25% do conjunto do bolo. Cá, como pelo Brasil afora, tirar isso é suicídio financeiro. Ainda mais que estados como o Rio já estão com a faca no pescoço.