Sindicato volta a denunciar atrasos de salários e abusos contra médicos em UPA de Salvador

    Entidade afirma que médicos estariam sendo pressionados a assinar aditivos contratuais

    Foto: Reprodução/Site IGH

    O Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA) voltou a relatar irregularidades envolvendo profissionais que atuam na UPA do Cabula, em Salvador. Após denúncias de superlotação e de salários em atraso, a entidade afirma que médicos estariam sendo pressionados a assinar aditivos contratuais que ampliam para até 90 dias o prazo de pagamento, prática considerada abusiva pelo sindicato.

    Segundo o vice-presidente do Sindimed, Yuri Serafim, parte dos profissionais recebeu apenas uma parcela referente ao mês de agosto, enquanto outros seguem sem pagamento.

    “Os atrasos continuam. A empresa começou a pagar agosto para alguns médicos, mas não concluiu. Em julho, alteraram o contrato para estender o pagamento por até 90 dias, e isso é inaceitável”, afirmou ao bahia.ba.

    Serafim também informou que uma tentativa de negociação chegou a ser iniciada, mas não avançou. Ele destaca que os médicos seguem em situação crítica. “Estamos em dezembro, e ainda há profissionais que não receberam nem mesmo o salário de agosto”, disse.

    A unidade, de responsabilidade do governo estadual, é administrada pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH). O bahia.ba solicitou esclarecimentos à Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) no dia 27 de novembro, mas não obteve retorno até o momento.