Semop notifica permissionários por descumprimento de regras no Porto da Barra

    Ação é uma resposta a reclamação de banhistas sobre o excesso de equipamentos na praia

    Foto: Tiago Júnior/Assessoria/Sema

    Após estabelecer novas diretrizes para a organização da faixa de areia no Porto da Barra, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) realizou uma fiscalização no último final de semana. Mesmo que a maior parte dos permissionários tenha seguido as regras, alguns excederam os limites estabelecidos e foram notificados, conforme informou o órgão em nota.

    As medidas, implementadas na última quinta-feira (23), incluem a padronização de equipamentos e a exigência de que os kits de cadeiras e sombreiros sejam montados somente com a chegada dos clientes. As mudanças foram definidas em reunião da Semop com os 30 permissionários que atuam no trecho entre o Forte São Diogo e o Forte de Santa Maria.

    A ação foi uma resposta a reclamações de banhistas sobre o excesso de cadeiras e sombreiros, que dificultavam o acesso e obstruíam a vista para o mar, gerando críticas sobre uma possível “privatização” da praia.

    A fiscalização, que contou com cinco equipes extras no final de semana, identificou apenas irregularidades pontuais, garantindo a organização na maior parte da orla. “Estamos trabalhando para equilibrar o direito ao espaço público com a geração de renda dos trabalhadores”, afirmou Alysson Carvalho, diretor da Semop.

    Os permissionários notificados terão até 15 dias para regularizar suas licenças. Após o Carnaval, a Semop avaliará os resultados das mudanças e poderá ajustar as medidas, caso necessário.

    Contexto

    A ocupação das praias de Salvador tornou-se tema de debate após frequentes reclamações de banhistas sobre a grande quantidade de cadeiras e sombreiros no Porto da Barra. As queixas destacavam a dificuldade de encontrar espaço gratuito para estender cangas e a obstrução da vista para o mar.

    Em resposta, a Semop organizou uma reunião com os permissionários, visando implementar regras que equilibrassem os interesses dos frequentadores e trabalhadores.