Observatório de Mobilidade prevê extinção de ônibus; vereador pede explicações da Semob

    Observatório aponta que a capital baiana perdeu 134 linhas de ônibus entre os anos de 2020 a 2024

    Foto: Bruno Concha/Secom PMS

    Com o avanço de novos modais, Salvador perdeu 134 linhas de ônibus entre os anos de 2020 a 2024, isso é o que apontam os dados coletados pelo Movimento Devolva Meu Buzu, em parceria com o Observatório da Mobilidade de Salvador (Obmob). 

    Os números chamaram a atenção do vereador e ouvidor da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Augusto Vasconcelos (PCdoB), que apresentou um requerimento à Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) solicitando uma análise das demandas registradas.

    “Desde o início de nosso mandato temos denunciado a situação caótica do transporte público de Salvador. Pela Ouvidoria da Câmara realizamos audiência pública, protocolamos documentos questionando a extinção de várias linhas de ônibus e temos nos posicionado de maneira firme por mudanças no atual modelo, que a cada dia afasta mais pessoas do sistema, aumentando a crise”, disse Augusto.

    Segundo o parlamentar, a Semob ainda estuda outras mudanças na operação dos transportes públicos da cidade após a expansão do BRT, que já funciona integralmente na capital, o que implica em extinção e alterações nos itinerários dos ônibus convencionais que atendem à cidade. 

    Em contrapartida, a pasta diz que as mudanças nas linhas buscam reduzir o tempo de viagem dos passageiros e aumentar a eficiência do sistema. À medida que novas linhas forem inauguradas, os impactos serão avaliados.

    Augusto ainda critica a Semob, afirmando que, apesar da secretaria alegar a realização de estudos antes das alterações e extinções de linhas, bem como a existência de linhas suficientes para atender aos usuários, a realidade dos cidadãos é de insatisfação. A Ouvidoria, junto com o Observatório da Mobilidade de Salvador, solicitou à Prefeitura acesso aos dados relacionados aos subsídios.

    O Observatório denuncia ter sido “solenemente ignorado” ao pedir informações sobre o total arrecadado com tarifas, os custos do sistema, a quantidade de passageiros transportados e a lista de linhas extintas. “Sem dados públicos, a população não consegue exigir os seus direitos e as melhorias necessárias no serviço prestado”, destacam representantes do Observatório.