Obras do Caminho da Fé são restauradas para a Lavagem do Bonfim após atos de vandalismo

    Das 28 obras que compõem a exposição ao ar livre, 22 haviam sido furtadas

    Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS

    Os fiéis e turistas que participarem da tradicional Lavagem do Bonfim na próxima quinta-feira (15) encontrarão o Caminho da Fé totalmente revitalizado. O trajeto de 1,1 quilômetro, que conecta o Santuário de Santa Dulce dos Pobres à Basílica do Senhor do Bonfim, na Avenida Dendezeiros, passou por um intenso processo de restauração após sofrer com sucessivos atos de vandalismo e furtos ao longo do último ano.

    Segundo a Fundação Gregório de Mattos (FGM), das 28 obras que compõem a exposição ao ar livre, 22 haviam sido furtadas, exigindo a reposição completa dos totens que narram a história da “Santa dos Pobres” e a devoção ao “Padroeiro da Bahia”.

    As peças originais, criadas pelo renomado artista Juarez Paraíso, foram reproduzidas em chapas de aço inox e fixadas em estruturas de madeira com parafusos ocultos e camadas de vidro para reforçar a segurança. O Caminho da Fé é composto por 14 estações com obras de duas faces, permitindo que a arte seja apreciada em ambos os sentidos do fluxo.

    Quem caminha em direção à Colina Sagrada contempla as imagens dedicadas ao Senhor do Bonfim, enquanto quem faz o trajeto oposto, rumo ao Hospital Santo Antônio, visualiza as passagens da vida de Irmã Dulce.

    Caminho da Fé

    Inaugurado em agosto de 2020, o projeto foi concebido para transformar a experiência de peregrinação na Península de Itapagipe em um roteiro cultural e espiritual mais rico. O percurso começa oficialmente em frente ao Santuário de Santa Dulce e segue alinhado pela calçada da Avenida Dendezeiros, servindo como um memorial vivo da fé soteropolitana.