O presidente da Fundação Gregório de Matos (FGM), Fernando Guerreiro, que comanda há onze anos os festejos do 2 de Julho, data em que se celebra a Independência do Brasil na Bahia, comentou sobre o novo momento da Cultura do país, sob coordenação da ministra Margareth Menezes. Para Guerreiro, o setor vive em uma “maré boa” neste governo Lula (PT).
“Agora, tem uma característica especial, a maré está boa. Estou até pensando em voltar para o mercado porque a maré está legal. Com a chegada da ministra, maravilhosa. Um Governo Federal preocupado com a Cultura, então vai liberar verba”, disse o presidente da FGM, na manhã deste domingo (2), antes do início do cortejo cívico do 2 de Julho, que acontece no Largo da Lapinha, em Salvador.
Durante conversa com o bahia.ba, o chefe da FGM também falou sobre o setor cultural durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Guerreiro considerou que à época, o setor cultural sofria uma tentativa de destruição.
“Não existia nada e o pior era tentar destruir. Além de não ter política era uma raiva, um rancor, uma agonia. Agora, a gente vai caminhar. Eu tenho a impressão que a gente vai viver um período muito frutífero na área da cultura”, afirmou o também produtor cultural.
Para o bicentenário da Independência do Brasil na Bahia, a Prefeitura, através da Fundação Gregório de Matos, vem apresentando novidades aos soteropolitanos e turistas. A gestão municipal investiu em reformas de igrejas, praças e restaurou o panteão do Caboclo, localizado na Lapinha, circuito das celebrações 2 de Julho. Ao bahia.ba, Guerreiro classifica as intervenções como “a grande cereja do bolo”.
“A gente conseguiu reformar a praça, a igreja e o panteão do caboclo, que agora quando o caboclo voltar a gente instala toda expositiva e até o final do mês a gente tá inaugurando o memorial, que vai ficar aberto o ano inteiro para visitação. Assim, toda uma exposição sobre a festa, sobre a independência para reverenciar essa figura mítica do Dois de Julho”, declarou o presidente da FGM.
Fundação Gregório de Matos (FGM)
Há onze anos à frente da FGM, Fernando Guerreiro adiantou ao bahia.ba que até 2024, o órgão prepara cinco apresentações do projeto Boca de Brasa. Durante a entrevista, Guerreiro celebrou a entrada do secretário municipal de Cultura e Turismo (Secult), Pedro Tourinho, que para ele, é mais uma “mão-amiga” no auxílio das construções de novas políticas públicas culturais.
“Eu ganhei mais um gás extra, com a chegada de Pedro Tourinho na Secretaria de Cultura e Turismo. [Ele] é um grande gestor, um cara que tem uma visão muito próxima da minha. Progressista, ligada com o contemporâneo. Então, aí chegou um gás novo, porque eu tenho um grande parceiro pra gente tocar junto com o Isaac os mais variados projetos”, declarou o radialista sobre Tourinho.
“Vem muita novidade por aí. A Paulo Gustavo tá chegando, vai ser um sucesso. A gente vai fazer mais cinco bocas de brasa até o ano que vem, que já é um projeto extremamente vitorioso. [Vamos fazer] um mapeamento cultural. O Viva Cultura volta com 100% de isenção, ou seja, cultura é um negócio que você tem sempre o que fazer”, concluiu.
Na última segunda-feira (26), a Prefeitura de Salvador anunciou que usará recursos próprios para dobrar os repasses à cultura que serão disponibilizados pela Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022), além de implementar a maior política afirmativa dentre as cidades do país, destinando 50% das verbas a projetos de pessoas negras e 10% para indígenas.

