Bruno Reis: Falta de subsídio federal e aumento do ICMS tornam o transporte deficitário

    “Hoje a operação é deficitária", diz o prefeito

    Foto: Carolina Papa/bahia.ba

    Em coletiva no Palácio Thomé de Souza na tarde desta sexta-feira (10), o prefeito Bruno Reis alegou que, além da pandemia de Covid-19, a falta de recurso federal para o transporte público de Salvador contribuiu para que a operação atualmente seja “deficitária”.

    “Hoje a operação é deficitária. Ao longo desse ano eu perdi a conta de quantas vezes eu fui a Brasília. Ano passado nós conseguimos um subsídio pontual que permitiu ajudar a pagar parte da conta. Ano passado ainda tinha pandemia, contratualmente era possível pagar. Desequilíbrio da pandemia, a diferença tarifária, a diferença entre a tarifa pública, que é aquela que está ali na porta do ônibus, no vidro do ônibus, e a tarifa real, que é a tarifa do custo do sistema”, diz o prefeito, que, esta semana, encaminhou à Câmara de Salvador, projeto para viabilizar um subsídio de R$ 190 milhões para o transporte público da capital.

    “O subsídio é esse que é praticado em todos os países do mundo, seja de governo de extrema-direita, de extrema-esquerda, de centro, aqui no Brasil não tem essa filosofia do subsídio. Esperávamos que tivesse um conjunto de estímulos e sentimos que não vai ocorrer”, disse.

    O gestor da capital baiana ainda creditou ao aumento do ICMS, sancionado esta semana pelo governador Jerônimo Rodrigues, o impacto na nova tarifa. “Aqui na Bahia, o ICMS agora é o maior do Brasil, 20,5%, onde a gente esperava alguma redução para o transporte público. Pelo contrário, vai aumentar. Isso impacta no preço do novo ônibus, impacta no preço das peças, impacta no preço do pneu e do combustível”, diz.