‘Estamos desassistidos’, diz porta-voz dos taxistas sobre combate ao coronavírus

    Presidente da AGT, Dênis Paim relatou ao bahia.ba que a categoria "está sendo esquecida pelos órgãos públicos"

    Foto: Rayllanna Lima/bahia.ba

    Em contato com o bahia.ba nesta sexta-feira (20), o presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Dênis Paim, relatou que a categoria está se sentindo desassistida pela gestão municipal.

    “Sem nenhum suporte da Prefeitura. A Prefeitura sequer doou uma máscara, doou um álcool em gel, nada. Nem está falando do táxi. Uma categoria que tem 7.296 [profissionais] está sendo esquecida pelos órgãos públicos. Isso é um absurdo”, disse.

    O porta-voz da categoria informou ainda que alguns motoristas não estão conseguindo deixar ou retornar para Salvador.

    “Não avisaram nada para a gente, mas não estamos conseguindo acessar interior do estado. Nós estamos sendo parados nas barreiras da Agerba, da polícia rodoviária estadual e federal, proibindo que os táxis passem”, afirmou.

    “Estamos nos sentindo desassistidos. É a palavra dos taxistas. Teve alguns que viajaram com o passageiro e acabou ficando no meio do caminho. Nem os próprios carros podem passar, como o taxista vai sobreviver?”, questionou Dênis Paim.

    A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), mas não obteve uma declaração do órgão até esta publicação.

    Também procurou o governo estadual que, por meio da Secretaria de Comunicação, explicou que “táxi quem regula são os municípios”, ficando a cargo do Governo da Bahia a regulação do transporte urbano, ou seja, o metrô e o sistema de trem do Subúrbio.

    Também acionada pelo bahia.ba, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) fez recomendações para a categoria. “Andar com as janelas abertas e ter álcool gel para o motorista e passageiros”.