Bruno descarta aumento da tarifa em 2024: ‘Assunto superado’

    "O valor que seria de um reajuste, a prefeitura assumiu", afirma o prefeito

    Foto: Betto Jr./Secom/Prefeitura de Salvador

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), declarou como “superadas” as discussões em torno do reajuste da tarifa do transporte público na capital baiana em 2024. Para o bahia.ba, o chefe do Executivo Municipal pontua que a prefeitura tem arcado com com a diferença no atual valor da passagem (R$ 5,20) e que tudo foi devidamente calculado e que o foco da prefeitura agora é “entregar linhas melhores” para a população.

    No acordo que nós fizemos no ano passado, que inclusive resultou no projeto de lei que nós encaminhamos para a Câmara, nós estamos pagando a diferença do reajuste que teve para R$ 5,20. No ano passado era R$ 5,38, esse ano R$ 5,55. A prefeitura vem bancando essa diferença. O valor que seria de um reajuste, a prefeitura assumiu”, destaca Bruno na inauguração da Colônia de Pescadores do Rio Vermelho. 

    “Está devidamente calculado, feito pela Arsal, nossa agência reguladora, onde a IPCAF deu toda a consultoria na discussão da revisão tarifária e por isso demorou para fechar esse número. Nós deixamos isso devidamente acordado, inclusive com a obrigatoriedade de investimentos por parte dos prestadores de serviço na aquisição dos ônibus”, afirma o prefeito. 

    Sobre a renovação da frota em Salvador, Bruno informa que já foram encomendados mais ônibus. A previsão é que novos veículos convencionais e para o BRT e BRS cheguem “uma parte até o aniversário da cidade” e a outra até a metade de 2024. 

    “Já tem 130 ônibus convencionais. 58 ônibus para o BRT e BRS, alguns articulados e a grande maioria de ônibus alongados desse trecho da Vasco da gama que tem uma demanda muito grande do BRT e precisa ser uma das maiores. Esses ônibus já foram encomendados, e estão sendo fabricados. Eles vão chegar uma parte no aniversário da cidade e uma parte até o meio do ano”, complementa. 

    “Nós já temos duas operações de créditos autorizadas pela Câmara e 70 ônibus BRT elétricos. [A preferência pelos ônibus elétricos é devido a] questões de sustentabilidade, para reduzir a emissão dos gases do efeito estufa e baratear o custo do sistema. O ônibus elétrico não tem o combustível que é o componente que impacta muito na tarifa. A ideia é para os próximos anos é que ao invés da prefeitura aportar recursos, [possa] aportar equipamentos. Esse assunto do transporte público que se refere a reajuste está superado. Nós precisamos, efetivamente, aumentar mais linhas. ”, finaliza.