A Festa Literária Arte e Identidade desembarca no Colégio da Polícia Militar João Florêncio Gomes, na Ribeira, nesta terça-feira (12), com uma oficina formativa de escrita criativa voltada para os estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental II. A atividade será conduzida por Evanilson Alves, poeta, escritor e produtor cultural atuante em Salvador.
O “Arte e Identidade nas Escolas” promove ações socioculturais em instituições públicas da capital baiana, ampliando a programação da festa literária, que ocorrerá de 2 a 4 de outubro em espaços culturais do Pelourinho. Mais novidades sobre o evento estarão disponíveis no perfil oficial do Instagram @arteeidentidadeoficial.
Conhecido como idealizador do Sarau da Onça, projeto que promove eventos culturais e dá visibilidade a jovens escritores da periferia de Salvador, Evanilson Alves ressalta a importância de criar espaços de criatividade e pensamento crítico como caminho para uma educação mais inclusiva e transformadora. “A poesia, em particular, permite que os jovens se conectem não apenas com suas emoções, mas também com o mundo que os rodeia. Isso os ajuda a desenvolver empatia e a refletir sobre suas vivências, construindo uma consciência crítica”, afirma.
Na oficina, os alunos serão convidados a explorar elementos fundamentais da escrita poética, como a estrutura dos poemas e o uso de rimas, expressando sentimentos, opiniões e experiências por meio da palavra. “Esta oficina representa uma oportunidade valiosa para fomentar o hábito da leitura e da escrita desde cedo. Acredito que, juntos, podemos cultivar uma nova geração de poetas e pensadores críticos, prontos para transformar suas realidades e celebrar a arte como um ato de resistência e festa”, completa.
Territórios de poesia e resistência
Além do Colégio da Polícia Militar João Florêncio Gomes, o “Arte e Identidade nas Escolas” já passou pelo Colégio Estadual Polivalente de Amaralina, com oficina de escrita criativa ministrada por Maiara Silva, mulher preta, poeta, escritora e educadora social.
Com o tema “Resistir é Festejar”, a Festa Literária Arte e Identidade Ano V reafirma as comunidades periféricas como polos ricos em talentos muitas vezes invisibilizados, onde vozes emergem e transformam realidades por meio da arte.
“Nosso objetivo é ser mais do que apenas uma data calendarizada de três dias de evento no Pelourinho. É ir onde esses estudantes estão, conhecer a realidade deles e mostrar que eles podem ser ouvidos. Acreditamos que o estudante não é só consumidor de conhecimento, mas também produtor. É um sujeito que tem algo a dizer de si, da sua comunidade, sua ancestralidade e seu futuro. Então, aproximar ainda mais o Arte e Identidade das escolas reflete nossa intenção de dizer para os estudantes que o nosso palco é deles”, afirma a curadora geral, Karla Daniella Brito.
A Festa Literária Arte e Identidade Ano V é uma realização da Associação Cultural e Carnavalesca Quero Ver o Momo e conta com apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. O evento também foi contemplado pelo edital Gregórios – Ano IV, com recursos da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Ministério da Cultura e Governo Federal.

