Wagner cobra informações do Governo sobre funcionário afastado da Abin

    'A cada descoberta vão inventar uma nova versão?', questionou o senador

    Foto: Alessandro Dantas/ PT no Senado

    O senador Jaques Wagner (PT), cobrou do governo mais informações sobre o afastamento do servidor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que teria repassado informações sigilosas à imprensa sobre a produção de relatórios de inteligência para subsidiar a defesa de Flávio Bolsonaro (Republicanos) no caso Queiroz, que envolve as rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. As informações são da coluna de Guilherme Amado, da Época.

    O petista apresentou um requerimento no Senado solicitando informações ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Wagner requisitou cópia integral do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e a identificação do profissional para que alguns dúvidas sejam esclarecidas.

    “Mais uma vez a sociedade brasileira é surpreendida com notícias envolvendo os deslizes do poder executivo e demonstrando que instituições do país estão sendo usadas na defesa pessoal do presidente da República e de seus familiares”, criticou. “É preciso investigar essa prática subversiva e responsabilizar gestores que usam seus cargos para promover abusos e ilegalidades. Não podemos esquecer que não é a primeira vez que nos deparamos com a Abin e o GSI envolvidos em casos assim. A cada descoberta do malfeito vão inventar uma nova versão?”, questionou.

    Em entrevista para a Rádio Jovem Pan, o diretor da Abin, Alexandre Ramagem, disse que o relatório do servidor que foi passado para a imprensa era falso e que ele responde a processos e foi alvo de mandados de busca e apreensão no ambiente de trabalho e em casa nesta quarta-feira (7).