VÍDEO: Lula defende fim do 6×1 e diz que trabalhador precisa de mais tempo livre

    O tema já foi debatido em Salvador, em audiência pública que contou com a presença da deputada federal Érika Hilton (PSOL)

    Foto: José Cruz / Agência Brasil

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do fim da escala 6×1 durante sua fala no Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, realizado nesta quinta-feira (4). O tema já foi debatido em Salvador, em audiência pública que contou com a presença da deputada federal Érika Hilton (PSOL), autora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). 

    A proposta, que envolve alterar o modelo de jornada predominante em grande parte do comércio e dos serviços, reacendeu debates sobre qualidade de vida, custos trabalhistas e organização das empresas.

    Segundo Lula, não é justo que o trabalhador brasileiro tenha apenas um dia de folga por semana. “O bem mais valioso para um ser humano é o tempo. Tempo além do trabalho”, afirmou o presidente, em postagem feita no X (antigo Twitter).

    Ele destacou que o bem-estar da categoria precisa ser prioridade, permitindo descanso, convivência familiar e acompanhamento do crescimento dos filhos. “O povo trabalhador brasileiro merece o fim da escala 6×1”, completou.

    Se aprovada pelo Congresso Nacional, a mudança prevê reorganização das folgas e ampliação do descanso semanal, o que deverá impactar diretamente empregadores e trabalhadores, exigindo ajustes nos quadros de pessoal e nos modelos de gestão.

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    O que muda com o fim da escala 6×1?

    Com o novo formato, empresas deixariam de operar com seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso. 

    A jornada passaria a ser distribuída de forma mais equilibrada ao longo da semana, garantindo ao menos dois dias de folga dentro de um período determinado.

    A proposta tem como objetivo melhorar a qualidade de vida, reduzir desgaste físico e emocional e aumentar a produtividade.

    Impactos nos setores econômicos

    Especialistas afirmam que o fim da escala 6×1 exige uma reformulação imediata dos cronogramas de trabalho e pode gerar aumento temporário de custos, especialmente em atividades que funcionam diariamente, como supermercados, shoppings, bares e restaurantes.

    Por outro lado, entidades trabalhistas defendem que a mudança pode trazer ganhos à saúde dos trabalhadores, diminuir afastamentos e melhorar o clima organizacional.

    Novo modelo exigirá reorganização interna

    A nova dinâmica também exigirá mais atenção ao cumprimento da carga horária semanal prevista na legislação, evitando extrapolação de horas extras e sobrecarga.

    Empresas que operam com rodízio de equipes poderão precisar ampliar contratações ou redistribuir tarefas para manter o funcionamento integral.

    Ambientes mais humanizados

    A expectativa é de que o novo modelo incentive ambientes de trabalho mais humanizados e contribua para a redução do adoecimento ocupacional.

    Segundo estudos, o impacto total dependerá da capacidade de adaptação das empresas e da fiscalização das novas regras.