Tebet: Pochmann foi ‘escolha pessoal’ de Lula e será bem-vindo no IBGE

    A ministra disse que o próximo passo será marcar uma reunião com o futuro presidente do IBGE na semana que vem

    Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, comentou a escolha do economista Marcio Pochmann, do PT, para ser o novo presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), anunciada na noite de quarta-feira (26) pelo ministro da Comunicação, Paulo Pimenta. A informação é da coluna Radar, da revista Veja.

    Ela afirmou que Lula fez uma “escolha pessoal”, que não havia sido avisada sobre a indicação do petista antes do anúncio do chefe da Secom, mas que “acataria” qualquer nome.

    Tebet disse que o próximo passo será marcar uma reunião com o futuro presidente do IBGE na semana que vem, “quando a agenda permitir”, e que agora que sabe o nome dele, terá “o maior prazer de atender, portanto, o pedido do presidente Lula”. Disse ainda que não faz pré-julgamentos e irá ouvi-lo primeiro, sabendo que há “um lado” falando bem do economista e outro que tem feito “questionamentos”.

    “Eu não quero saber do passado, eu quero saber do presente. A conversa será técnica e ele será tratado como técnico e será muito bem-vindo para a nossa equipe. E continuará no IBGE enquanto estiver atendendo os interesses da sociedade brasileira”, afirmou.

    “Também fui avisada, já não é de agora, de alguns dias, que o presidente da República teria um nome e gostaria de fazer uma escolha pessoal em relação à presidência do IBGE. Naquele momento, não perguntei por nomes e muito menos o faria, porque acho mais do que justo esse pedido. E digo por quê. Eu quero deixar muito claro pra vocês o seguinte: o presidente não me fez um pedido até hoje. Nenhum pedido, dentro do ministério ou fora. Aliás, ele não me pediu sequer pra apoiá-lo no segundo turno. Vocês se lembram que eu fiz uma declaração de apoio antes mesmo de conversar com o presidente Lula. Diante disso, nada mais justo, óbvio, de atender o presidente Lula, independente do nome que ele apresentaria, que ele ainda não havia me apresentado”, afirmou a ministra.