Taxação dos EUA: Alcolumbre e Motta pregam ‘diálogo diplomático e comercial’

    Os presidentes afirmaram no comunicado que o Congresso Nacional acompanhará de perto os desdobramentos do caso

    Foto: Pedro França/Agência Senado e Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

    Em nota conjunta divulgada nesta quinta-feira (11) por meio das redes sociais, o presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se posicionaram sobre a medida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou a taxação de 50% dos produtos brasileiros.

    Para os parlamentares, é necessário que os governos tenham um diálogo diplomático e comercial. “A decisão dos Estados Unidos de impor novas taxações sobre setores estratégicos da economia brasileira deve ser respondida com diálogo nos campos diplomático e comercial”, iniciou a nota.

    Os políticos afirmaram no comunicado que o Congresso Nacional acompanhará de perto os desdobramentos do caso. “Com muita responsabilidade, este Parlamento aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica. Um mecanismo que dá condições ao nosso país, ao nosso povo, de proteger a nossa soberania”, continuou.

    Alcolumbre e Motta reforçaram que o Congresso está preparado para “agir com equilíbrio e firmeza em defesa da nossa economia, do nosso setor produtivo e da proteção dos empregos dos brasileiros”.

    Confira a postagem

    Repercussão do caso

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, publicamente, que os brasileiros não seriam tutelados por forças estrangeiras e indicou que reagiria com base na Lei de Reciprocidade Econômica.

    Na Bahia, os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD) também criticaram a medida adotada por Trump. Enquanto o petista culpou a família Bolsonaro, o social-democrata disse que o presidente dos Estados Unidos tem uma visão primitiva da geopolítica.

    Para o deputado federal Capitão Alden (PL-BA), a culpa pela decisão de Trump é de Lula. Ouvido pelo bahia.ba, o parlamentar afirmou que o tarifaço foi “uma resposta clara a um Brasil que se afasta dos valores democráticos”.

    Ignorando o impacto da medica sobre a economia paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas (Republicanos), justificou a decisão de Trump. Segundo Freitas, a responsabilidade pela situação é de Lula, que teria colocado “sua ideologia acima da economia”.

    Após a defesa de Tarcísio, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), rebateu o republicano e afirmou que o posicionamento do governador paulista prejudica São Paulo. “Quem valoriza São Paulo não apoia medidas absurdas, ilegais e imorais impostas por estrangeiros”, disparou o ex-governador da Bahia.