Só renúncia ou cassação pelo TSE serão opções para Temer, dizem aliados

    A Corte, que julga a cassação da chapa pela qual ele se elegeu, será pressionada a restaurar a “institucionalidade” no país

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

    Comprovada a existência de gravações que envolvem o presidente Michel Temer (PMDB), os adversários e aliados do governo reconhecem que a delação feita pelos donos da JBS sobre o Palácio do Planalto levará o peemedebista a dois caminhos: a renúncia ou o afastamento pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    De acordo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a Corte, que julga a cassação da chapa pela qual Temer se elegeu, será pressionada a restaurar a “institucionalidade” no país. A oposição vai fazer carga por eleições diretas.

    A expectativa no fim da noite desta quarta (17) era de que o TSE fosse convocado a antecipar o julgamento da ação contra a chapa Dilma-Temer, marcado para o dia 6 de junho.

    Apesar da pressão, a renúncia de Temer é considerada improvável, especialmente pela situação delicada em que o peemedebista poderia ficar, sem mandato e sem foro privilegiado, com gravação de obstrução de Justiça na Lava Jato.