Senado redige moção internacional solicitando para o Brasil vacinas não utilizadas

    Assinado por 65 dos 81 parlamentares da casa, documento será enviado ao G20, OCDE, OMS e parlamentos dos EUA, Reino Unido e da Europa

    Foto: reprodução TV Senado

    A presidente da Comissão de Relações Internacionais do Senado,a senadora Kátia Abreu (PP-TO) informou que a Casa elabora uma moção internacional em apelo ao mundo para a necessidade do Brasil em obter vacinas. Durant reunião remoata da Comissão Temporária da Covid-19, a parlamentar e ex-ministra da Agricultura ressaltou que o país necessitada de 100 milhões de doses com urgência, para que o país alcance um terço da população imunizada.

    O documento foi subscrito por 65 dos 81 senadores e será encaminhado a todos os países do G20, organismos das Nações Unidas – principalmente à Organização Mundial da Saúde (OMS) – países da OCDE, parlamentos europeu, do Reino Unido e dos Estados Unidos. ” Como nós tivemos a 1ªGuerra, a 2ª Guerra Mundial, e o Brasil foi solidário em todas as duas (o mundo foi solidário, o mundo se uniu), nós estamos na 3ª Guerra Mundial: uma guerra sanitária que mata sem armas de fogo nem armas nucleares”, comentou Kátia Abreu.

    No relatório apresentado aos senadores, Kátia menciona publicação da revista digital Science Magazine, segundo a qual 11 países compraram vacinas em número muito maior ao de habitantes, havendo assim cerca de 3 bilhões de doses que provavelmente não serão utilizadas. Para a senadora, uma parte desse montante poderia ser cedida para o Brasil. Na sexta-feira (19), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pediu à vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, autorização para que o Brasil compre vacinas contra a Covid-19 estocadas pelos EUA e sem previsão de uso em solo americano.

    O relator da comissão, o senador Wellington Fagundes (PL-MT), reforçou o apelo endereçado aos países que têm vacina em estoque pelo mundo, principalmente Estados Unidos, para que transfiram ao Brasil esses lotes excedentes. Para o parlamentar, a medida se configura num “legítimo e oportuno exercício de diplomacia”.