Secretário de Governo de município no RJ cadastrou dados falsificados de vacinação, diz PF

    João Carlos de Sousa Brecha teria registrado cerca de 60 imunizações

    Foto: Linkedin

    O secretário municipal de Governo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha, é apontado pela Polícia Federal (PF) como o responsável pela inserção dos dados falsificados de Jair Bolsonaro (PL) e da filha, Laura, com relação à vacina da Covid-19. 

    Segundo a PF, além de Bolsonaro, Sousa Brecha teria cadastrados cerca de 60 imunizações, entre elas, a de Mauro Cid e de familiares do então ajudante de ordens do ex-presidente. O secretário está entre os presos na operação do órgão ocorrida nesta quarta-feira (3). A prisão preventiva foi decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. 

    O secretário tinha acesso ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNESNet), dentro do DataSUS, sistema do Ministério da Saúde, onde eram registrados os dados sobre vacinação.

    “Apesar de exercer a função de Secretário de Governo, cargo que em tese não demonstra qualquer pertinência com a atividade de inserção de registros de vacina contra a Covid-19 no sistema do Ministério da Saúde, os dados encaminhados revelaram que João Carlos Brecha realizou durante todo o ano de 2022 mais de sessenta inserções de dados de vacinação contra a covid-19 no sistema”, diz o relatório da PF.

    João Carlos de Sousa Brecha atua como secretário de Governo de Duque de Caxias desde 2017. Ele é ligado ao ex-prefeito do município Washington Reis Oliveira (MDB), um dos principais aliados de Bolsonaro na região.