O secretário nacional de Comunicação do PT e ex-presidente do partido na Bahia, Éden Valadares, afirmou nesta sexta-feira (24) que a construção de uma “nova cultura política” no estado é um dos principais legados do grupo petista desde a eleição de Jaques Wagner para o governo, em 2007.
Segundo Éden, o modelo político iniciado na gestão de Wagner e mantido nos governos de Rui Costa e do atual governador Jerônimo Rodrigues teria promovido mudanças na relação entre o poder público, as instituições e a sociedade.
Éden critica período do carlismo na Bahia
Durante a análise sobre os avanços atribuídos às gestões petistas, Éden Valadares afirmou que a Bahia era marcada pelo “mandonismo” e pelo “clientelismo” durante o período do carlismo.
Para o dirigente, a mudança iniciada com a chegada do PT ao governo estadual representou uma ruptura com um modelo político que, segundo ele, era baseado na concentração de poder e na perseguição a adversários.
“A Bahia era marcada pelo mandonismo, pelo clientelismo, pela lógica do chicote na mão e o dinheiro na outra mão, do tempo do carlismo, que achava que a Bahia tinha um dono que mandava e obedecia quem tinha juízo”, afirmou.
Dirigente do PT critica ACM Neto
Éden também direcionou críticas ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), a quem classificou como “herdeiro do carlismo”.
Na avaliação do secretário nacional do PT, apesar de apresentar uma imagem moderna, ACM Neto representaria uma tentativa de retomada do modelo político associado ao grupo carlista.
“Apesar de se apresentar como moderno, o ex-prefeito de Salvador é, na verdade, a tentativa de volta dessa política”, declarou.
PT defende continuidade do projeto político na Bahia
Éden Valadares afirmou ainda que a Bahia precisa manter um modelo político baseado no respeito às instituições, à oposição, aos prefeitos e à sociedade civil.
O dirigente também defendeu a continuidade do projeto político iniciado com Jaques Wagner e mantido por Rui Costa e Jerônimo Rodrigues.
“Uma Bahia para todos e todas. Uma Bahia que não esquece nenhum dos seus filhos e que mira na inclusão social, na justiça social como forma de desenvolvimento, de crescimento, de prosperidade para as famílias baianas”, concluiu.

