Pressionado para incluir caso das joias na CPMI, presidente dispara: se quiserem, façam outra

    Arthur Maia (UB) excluiu da pauta pedidos de quebra de sigilo e a retenção dos passaportes de Bolsonaro e Michelle

    Foto: Reprodução / Youtube

    Presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os atos golpistas de 8 de janeiro, o deputado baiano Arthur Maia (UB) descartou a possibilidade de incluir o escândalo das joias no escopo da comissão. A informação é do jornal O Globo.

    “Alguém aqui vai imaginar que Bolsonaro estava mandando Pix para patrocinar o 8 de janeiro? Obviamente que não”, disse ele nesta quarta-feira (23), após ter blindado o ex-presidente e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ao não colocar em votação os pedidos de quebra de sigilo do casal, desagradando os governistas.

    “Se quiserem fazer uma CPI para discutir venda de presente de presidente, façam outra CPI”, disparou o deputado, nesta manhã, ao divulgar a pauta de quinta-feira (24). Para a próxima sessão, ele também deixou de fora os pedidos para reter os passaportes de Bolsonaro e Michelle, e o requerimento para quebra de sigilo do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

    Na pauta, Maia incluiu a votação de quebras de sigilo da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), além do irmão e do marido da parlamentar, Bruno Zambelli e o militar Antônio Aginaldo de Oliveira, respectivamente. Tais requerimentos foram feitos pela relatora da CPMI, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA).