Rui Costa dispara contra modelo de emendas parlamentares

    Petista afirma que modelo atual enfraquece o planejamento nacional e dificulta a execução de projetos do governo

    Foto: Erickson Araújo/ Divulgação

    O ex-governador da Bahia e pré-candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, afirmou nesta quinta-feira (23) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa contar com maioria no Congresso Nacional para conseguir implementar os projetos escolhidos pela população nas urnas. 

    Durante entrevista à Rádio Digital FM, de Alagoinhas, Rui Costa comparou a relação entre Executivo e Legislativo a um barco sendo conduzido em direções opostas.

    “Não faz sentido colocar uma pessoa para remar o barco para frente e outra para remar para trás. O barco não sai do lugar”, afirmou. 

    Ainda de acordo com o ex-ministro, a eleição para o Senado terá papel decisivo na garantia da governabilidade e na aprovação de medidas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do país.

    Rui também criticou a atuação da oposição no Congresso, afirmando que setores contrários ao governo têm dificultado a tramitação de projetos nas áreas econômica, social e de infraestrutura. Com a experiência de ter comandado a Casa Civil da Presidência, o petista disse ter acompanhado de perto os obstáculos enfrentados pelo governo federal.

    “Eu sou testemunha porque me sentei na cadeira de ministro. Vi a gigantesca dificuldade que o presidente Lula enfrenta para fazer andar os projetos e os programas de governo que o Brasil precisa”, declarou.

    Rui dispara contra  atual modelo de distribuição das emendas

    O ex-governador ainda criticou o atual modelo de distribuição das emendas parlamentares. Para Rui Costa, a destinação de grande parte do orçamento da União para indicações individuais de deputados e senadores reduz a capacidade de investimento do Estado.

    “Isso não existe em nenhum lugar do planeta. Você pegar metade do orçamento livre da União e pulverizar em gastança para emenda de deputado e senador. Os países aplicam seus recursos nas prioridades nacionais”, criticou.