Ricardo Salles na PF, uma nova derrota para o time de Bolsonaro

    E Lula vai colhendo os dividendos...

    Fotos: Marcelo Camargo e Valter Campanato/Agência Brasil
    Fotos: Marcelo Camargo e Valter Campanato/Agência Brasil

     

    O mundo político amanheceu ontem com as antenas ligadas no depoimento que o general Eduardo Pazzuello, ex-ministro da Saúde, mas de repente eis que a PF parte para cima do ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) e do presidente do Ibama, Eduardo Bim, acusando-os de ajudar o tráfico ilegal de madeira.

    O episódio tem duas facetas ruins para Bolsonaro. Atingiu um auxiliar muito próximo dele, e, o pior, desnudou a solidão de apoios pretendidos e nunca correspondidos que pensava-se que ele tinha. Já recebeu um solene ‘não’ das Forças Armadas, e quando pensava-se que ele tinha a PF, nos últimos tempos, preocupada em intimar críticos do presidente, se vê que ele não tem.

    Pazzuello

    Claro que a PF cumpre papel de Estado, como Forças Armadas, Ministério Público e Judiciário, para acima dos governos. Ou melhor, pode partir até contra o governo, se for pertinente, como no caso Salles.

    Foi isso o que houve, enquanto no Senado, Pazzuello, após ter adiado o depoimento dizendo ter estado com gente infectada pela Covid e conseguido um habeas corpus pelo direito de ficar calado, disse que vai responder a todas as perguntas, mas ainda não falou tudo. O depoimento dele foi adiado.

    Mas daí sai outra constatação ruim para os bolsonaristas: a pretensão de colocar também os governadores no olho da CPI para desviar o foco até agora não colou.

    Em Brasília, se fala que isso tudo ajuda muito. A Lula.