‘Réu confesso, independente de CPI’, diz Wagner sobre ação de Bolsonaro na pandemia

    "Cometeu crime contra a saúde pública do Brasil", disse o senador

    Foto: Agência Senado

    Antes contrário à instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado Federal, por acreditar o momento era de atuação pela preservação da vida das pessoas e aquisição de vacinas, o senador Jaques Wagner (PT), afirmou nesta quinta-feira (20), durante entrevista ao programa Conectados, da Rádio Excelsior, que contou com a participação do bahia.ba, que o presidente Jair Bolsonaro é “réu confesso, independente de CPI”, segundo ele, basta “ver todas as entrevistas que ele deu desde o início da pandemia”.

    “Evidentemente, quando me perguntavam se eu achava se era viável ou não, eu achava que não era o momento. Achava que a preocupação primeiro deveria ser salvar vidas e evitar mortes. Estamos numa guerra contra esse vírus, que tem se mostrado poderoso. Já morreram mais de 3 milhões de pessoas no mundo. Mas a minha opinião não prevaleceu, teve as assinaturas e o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu e a CPI está aí instalada”, disse Wagner, que comentou o andamento das sessões e dos depoimentos na comissão.

    “Agora, temos visto coisas como baixarias, filho de presidente que nem é da comissão vai lá e xinga relator. De qualquer forma, acho que o presidente é réu confesso, independente de CPI. Basta pegar todas as entrevistas que ele deu desde o início da pandemia, todas ele mostra o desprezo pela vida, dando uma de retado, aglomerando…ele se diz cristão, mas a última coisa que ele tem é amor pela vida, a sua e a dos outros. Para ele, é como se não estivesse acontecendo nada”, afirmou o senador.

    “É um negócio de mandar os outros tomar remédio para lá e para cá, e quando a ciência mostrou que o remédio não tinha o efeito esperado, ele continuou fazendo isso e mandou o Exército produzir milhões de comprimidos. Ou seja, a responsabilidade é grande e, na minha opinião, não precisa pesquisa nem nada para demonstrar que teríamos menos morte se tivesse havido responsabilidade do governo. Para mim, ele é réu confesso e cometeu crime contra a saúde pública do Brasil, independente de CPI, mas ela vai continuar e a tropa de choque dele vai continuar defendendo e fazendo acusações aos adversários e vamos ver o que vai acontecer e o que conseguem esclarecer nesse processo”, completou.