Projeto de lei obriga fornecimento de transporte para pacientes de transplante

    Proposta prevê que pacientes cadastrados na lista de espera para transplante de órgãos ou tecidos na Bahia teriam direito

    Foto: Natan dos Santos/Secom

    Foi enviado para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) uma proposta que torna obrigatória a disponibilização de transporte para pessoas que precisam de transplante de órgãos ou tecidos na Bahia. O principal objetivo é garantir acesso a esses procedimentos de forma adequada, rápida e segura.

    Os pacientes inscritos na lista de espera para transplante teriam direito ao transporte, inclusive aqueles que moram em município diferente de onde será realizada a cirurgia. A locomoção estaria assegurada dentro da Bahia e, caso necessário, para fora do estado, mediante autorização específica.

    O transporte seria fornecido pela Secretaria de Saúde (SESAB) de forma direta ou por meio de convênios. Para facilitar o transporte intermunicipal ou interestadual dos pacientes, o estado poderá firmar parceria com municípios, outros estados, com a União, empresas de transporte terrestre ou aéreo e organizações da sociedade civil.

    O Projeto de Lei (PL) nº 25.955/2025 é de autoria do deputado Alex da Piatã (PSD), líder do partido na ALBA e foi publicado no Diário Oficial nesta terça-feira (23). Ele argumenta que, atualmente, muitos pacientes na lista de espera têm dificuldades financeiras e logísticas para se locomover até os centros de transplante quando são convocados. Pacientes que moram longe são obrigados a se deslocarem por longas distâncias, muitas vezes sem transporte público adequado.

    A falta de transporte imediato coloca em risco o sucesso do transplante. A demora pode levar à perda de órgãos disponíveis, comprometer o procedimento cirúrgico e, em casos extremos, levar o paciente à morte.

    O deputado ressalta que a regulamentação do transporte adequado para pacientes transplantados é uma prática recomendada por órgãos nacionais e internacionais de saúde. Segundo ele, a proposta segue os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como a universalidade, equidade e integralidade da assistência à saúde.