Presidente da Riotur é alvo de operação que investiga ‘QG da propina’ na prefeitura

    Polícia Civil e Ministério Público cumprem 16 mandados de busca em inquérito que apura esquema delatado por doleiro

    Foto: Reprodução/ Youtube

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público estadual deflagraram nesta terça-feira (10) uma operação dentro do inquérito que investiga a denúncia de um “QG da propina” na prefeitura fluminense.

    Segundo o portal G1, às 6h da manha as equipes estavam na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, e em endereços de Marcelo Alves, presidente da Riotur, e do irmão dele, Rafael. São ao todo 17 mandados de busca e apreensão.

    O G1 diz procurado a defesa dos envolvidos às 8h30 e aguardava resposta até a última atualização da reportagem.

    Doleiro delatou esquema

    De acordo com o G1, a operação faz parte de um inquérito aberto no início de dezembro pelo MPRJ, com base na delação do doleiro Sérgio Mizrahy. Mizrahy foi preso na operação Câmbio Desligo, um desdobramento da Lava Jato no Rio.

    No depoimento, Mizrahy chama um escritório da prefeitura de “QG da propina”. O doleiro não soube dizer se o prefeito Marcelo Crivella sabia da existência da estrutura.

    Segundo a delação, o operador do esquema é Rafael Alves. Rafael não possui cargo na prefeitura, mas, segundo reportagem do jornal O Globo, tornou-se um dos homens de confiança de Crivella por ajudá-lo a viabilizar a doação de recursos de empresas e pessoas físicas na campanha de 2016.

    Depois da eleição, o empresário emplacou o irmão na Riotur e, segundo o doleiro, montou um “QG da propina”.