Plano de Ação Climática de Salvador deverá se tornar lei, diz Bruno Reis

    Prefeito da cidade revelou essa e outras ações durante um dos painéis da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 26)

    Foto: Ascom PMS

    A elaboração do Plano de Ação Climática de Salvador, que visa estabelecer ações para implantar práticas sustentáveis na capital, deverá se tornar uma lei municipal. A informação foi dada nesta terça-feira (2) pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis, durante um dos painéis da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 26), que ocorre em Glasgow, na Escócia.

    Financiado pelo BID e construído em parceria com instituições como o C40 e a GIZ, o plano possui uma série de eixos, com planejamento e metas, no sentido de reduzir os efeitos das mudanças no clima.

    Na ocasião, o prefeito citou ainda iniciativas como os programas Salvador Solar e Capital da Mata Atlântica, além da Estratégia de Resiliência de Salvador, dentre outras. Além disso, Bruno citou que a crise climática já é uma realidade em todo o mundo e os efeitos, como as altas temperaturas e o excesso de chuvas, se tornaram desafios diários para os gestores municipais.

    Preocupada com o cenário, a cidade foi uma das primeiras da América Latina a assinar o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia, em 2017, promovido pela União Europeia na versão latino-americana.

    “Também temos outros projetos para tirar do papel. Estamos aqui fazendo ainda uma articulação, com o objetivo de buscar recursos para que, em 2049, quando a cidade completar 500 anos, consiga zerar a emissão de carbono. Salvador está preocupada com o presente, mas enxergando lá na frente para ter um futuro melhor”, declarou Bruno Reis.

    O momento reuniu gestores de diversas cidades do mundo para discutir o tema “As cidades da América Latina e Regiões do Caribe em direção ao financiamento, baixo carbono e desenvolvimento multinível resiliente”.