Planalto recusa divulgar cartão de vacina após Bolsonaro dizer que autoriza mostrar

    Gabinete da Presidência afirmou que informações 'dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem’ de Bolsonaro, que em setembro autorizou a divulgação

    Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    O cartão de vacinação do presidente Jair Bolsonaro (PL) continua sendo uma incógnita, apesar dele ter dito que autorizava a divulgação, em setembro deste ano.

    “Esclarecemos que as informações solicitadas dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem do Senhor Presidente da República, que são protegidas com restrição de acesso, nos termos do artigo 31 da Lei nº 12.527, de 2011”, alegou o Palácio do Planalto para a recusa, em resposta à Folha de S. Paulo.

    Segundo o jornal, a resposta do governo ocorreu nesta terça-feira (18), após pedido por meio da Lei de Acesso à Informação. A solicitação, por sua vez, ocorreu depois de declarações de Bolsonaro em uma live do dia 15 de setembro.

    “O que tem de pessoal até hoje que a imprensa pediu e eu não dei? Pelo que eu me lembre, cartão de vacina. Da minha parte, já falei para minha assessoria, quem quiser meu cartão de vacina, pode olhar”, disse o presidente na ocasião.

    Na época, a Folha solicitou os dados à Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), mas não obteve resposta. O interesse da imprensa pelo cartão de vacina do presidente ocorre porque ele afirma não ter se imunizado contra a Covid-19.