Página associada ao MBL usa PCs de leitores para gerar moeda digital

    O site de notícias "Jornalivre", por exemplo, do grupo de militantes políticos, foi flagrado em outubro ao fazer a mineração da criptomoeda Monero

    Kim Kataguiri/MBL (Foto: Divulgação)

    Nos últimos meses, aplicativos e um site ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) usam os computadores e celulares de usuários para gerar criptomoedas (moedas digitais criadas por programadores) sem avisá-los, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

    Enquanto acessa as páginas, o usuário cede involuntariamente sua energia elétrica e o poder de processamento de sua máquina para gerar criptomoedas para terceiros, em um processo conhecido como mineração. A mineração oculta nos sites foi apelidada de “cryptojacking” (“criptosequestro”).

    O site de notícias “Jornalivre”, por exemplo, do grupo de militantes políticos, foi flagrado em outubro ao fazer a mineração da criptomoeda Monero, com um recurso chamado Coinhive. A mineração é feita por meio da solução de problemas matemáticos. Como os enigmas são difíceis de resolver, é necessário dedicar boa parte da memória RAM do computador à atividade.

    O Coinhive, programa de mineração que roda no navegador, pode ser usado por qualquer site. Lançado em setembro, o serviço se propõe a substituir as propagandas como fonte de receita on-line. O dono do site determina quanta energia será aplicada na mineração via Coinhive, ou seja, o impacto que a mineração terá no PC alheio.