Otto apoia candidatura de Edvaldo Brito: ‘É um jovem’

    Senador também avaliou cenário de Dilma: “Se um governo que tem tantos ministros não se sustenta com mais de 172 deputados federais, não tem que continuar”

    Foto: Rodrigo Aguiar/bahia.ba

    O senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, vê com bons olhos um possível lançamento da candidatura do vereador Edvaldo Brito a prefeito de Salvador este ano. Presente à cerimônia de filiação do jurista à sua legenda, o parlamentar opinou sobre a hipótese que, segundo Brito, depende das “cartas” do próprio Otto.

    “Edvaldo é um jovem que se renova com as suas posições politicas, ele tem uma cabeça muito contemporânea, muito moderna. Apoiaria com o maior prazer porque ele é uma pessoa que preenche todos os requisitos para ser candidato e, mais ainda, para governar bem a cidade. Se ele decidir ser candidato a prefeito, não vejo nome melhor para debater todas as questões de Salvador. Se ele desejar, teremos um batalhão de pessoas para ajudá-lo a ser candidato e a ser prefeito”, disse o senador.

    Na avaliação de Otto, a campanha deste ano precisa discutir, sobretudo, a oferta de “moradia, educação e saúde” na capital baiana.

    Impeachment – Aliado da presidente Dilma Rousseff (PT), alvo de um protesto de 3,6 milhões de pessoas em 326 cidades brasileiras neste domingo (13), o senador Otto Alencar criticou a “paralisia” do governo.

    Na avaliação do parlamentar, enquanto a economia do país se mantém em declínio, o Congresso Nacional se limita a discutir duas pautas: a cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o impeachment da petista.

    Sem poupar o Palácio do Planalto, ele conta que o Senado aprovou mais de 35 medidas provisórias encaminhadas pelo governo – entre elas a reoneração da folha e as mudanças nas regras do seguro desemprego e defeso e abono salarial – e nada foi colocado em prática.

    “E não resolveu absolutamente nada porque existe no Brasil uma insegurança jurídica. A presidente fica ou a presidente sai? Na minha opinião, essa decisão deveria ter sido tomada há muito tempo”, sugeriu.

    Otto acredita que a base consegue obter a quantidade mínima de votos na Câmara para barrar o impedimento da mandatária. “Se um governo que tem tantos ministros não se sustenta com mais de 172 deputados federais, não tem que continuar”, opinou.