Orquestra tem que escolher entre aglomerar para gravar show ou devolver R$ 50 mil ao governo

    Prazo apertado para a realização do evento coincide com o pior momento da epidemia da Covid-19

    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

    Beneficiada com a lei de auxílio emergencial ao setor cultural, a Orquestra Mundana Refugi está sendo obrigada a escolher entre aglomerar no momento mais crítico da pandemia de Covid-19 ou devolver R$ 50 mil ao governo federal.

    Formada por brasileiros, imigrantes e refugiados, a orquestra foi beneficiada pela Lei Aldir Blanc, mas obteve prazo até 29 de abril deste ano para entregar a gravação de um show ao vivo que reuniria cerca de 30 pessoas em um mesmo ambiente.

    Os recursos foram recebidos em janeiro deste ano, segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

    “A orquestra está dividida. Parte precisa muito desse recurso para pagar aluguel, comprar comida, e topou fazer. A outra diz que não é justo arriscar a vida e descumprir o decreto”, disse o fundador e diretor musical e artístico da orquestra, Carlinhos Antunes.

    Apoiando a demanda do grupo, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo informou que pediu ao Ministério do Turismo a prorrogação dos prazos.