Oposição foca em CPI do MST e vê potencial de desgaste a Lula maior que a do 8/1

    A criação das comissões se dá num momento em que o governo ainda não tem uma base de apoio sólida no Congresso

    Foto: Pablo Valadares/ Agência Câmara

     

    Sem uma base sólida de apoio no Congresso, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá que enfrentar duas CPIs. A oposição contabiliza,  além da CPI do 8 de janeiro,  a comissão que investigará a atuação do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

    O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), leu requerimento que cria a CPI do MST na última semana, no mesmo dia em que o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), leu o que criou a CPI mista do 8 de janeiro.

    A criação das comissões se dá num momento em que o governo ainda não tem uma base de apoio sólida no Congresso e tem pressa para aprovar projetos considerados prioritários, caso do arcabouço fiscal e da reforma tributária.

    A CPI do MST mobiliza parlamentares da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), uma das maiores forças da Casa e que ainda apresenta resistência ao petista.

    A criação da CPI se dá em meio às ações do movimento nas últimas semanas e à crescente pressão da bancada ruralista pela instalação do colegiado.

    Diferentemente de como ocorrerá na CPI do 8 de janeiro, em que nem o PT de Lula nem o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro ficarão com cargos de comando, a do MST se encaminha para ter dois deputados da oposição na relatoria e presidência.