Olívia Santana vê ‘acordo tácito’ sobre disputa em Salvador

    A deputada também relembrou momentos em que seu nome ficou fora das disputas pela Prefeitura de Salvador

    A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) afirmou, nesta terça-feira (21), em entrevista à Band, que a dificuldade do grupo ligado ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) em construir uma candidatura competitiva para disputar Salvador pode estar relacionada a um “acordo tácito” entre os grupos políticos que comandam o Estado e a capital baiana.

    “É como se houvesse um acordo tácito, de um grupo governar o Estado, outro grupo governar Salvador. Essa é a minha impressão”, declarou.

    Para Olívia, caso essa não seja a explicação, seria necessário admitir uma falha de articulação política dentro do grupo que lidera o governo estadual.

    “Eu tenho que admitir que há uma prática errática de pessoas que não sabem fazer política e eu me recuso a acreditar que o grupo que é vitorioso na condução do governo do estado da Bahia tenha essa incapacidade de pensar politicamente uma estratégia vitoriosa para Salvador”, afirmou.

    Olívia relembra vezes em que foi preterida

    A deputada também relembrou momentos em que seu nome ficou fora das disputas pela Prefeitura de Salvador. Ela citou a eleição de 2012, quando abriu mão de concorrer novamente à Câmara Municipal para aceitar ser vice na chapa de Nelson Pelegrino (PT).

    “Eu tinha uma eleição garantida, uma reeleição de vereadora, meu mandato bem avaliado. Eu tinha ganhado duas eleições. (…) Eu recebi uma ligação dizendo que o partido entendia que você é o melhor nome para ser a vice de Nelson Pelegrino”, contou.

    Olívia afirmou que, apesar dos prejuízos pessoais, não se arrepende da decisão.

    “Não me arrependo, faria tudo outra vez”, disse.

    “Não penso em 2028”, afirma deputada

    Ao comentar uma possível disputa em 2028, a parlamentar afirmou que não está pensando na próxima eleição municipal e que seu foco está no pleito mais próximo.

    “Eu não penso em 2028. Honestamente, eu não penso em 2028. Eu penso em ser eleita agora”, afirmou.

    Representatividade como pauta política

    A deputada também defendeu que o grupo liderado por Jerônimo Rodrigues amplie a presença de mulheres, pessoas negras e indígenas nos espaços de poder.

    “Esse projeto encabeçado por Jerônimo, para ter um compromisso ainda maior com a democracia, tem que ter não só hospitais, escolas e obras importantes, mas também uma obra democrática de eleger mais mulheres, eleger mais pessoas negras, mais pessoas indígenas”, declarou.

     

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