No dueto entre Bolsonaro e o clima, ficou sem ‘clima’ para se acreditar

    A Amazônia virou um pulmão do planeta, e lá o desmatamento galopa agora como nunca visto antes

    Bolsonaro_Aeronáutica

     

    Disse Bolsonaro na Europa que o Brasil ‘é parte da solução do clima, e não do problema’. Eis a questão: o mundo inteiro está pensando exatamente o oposto. A Amazônia virou um pulmão do planeta, e lá o desmatamento galopa agora como nunca visto antes.

    Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP26, que se realiza na Itália, o mundo diz que ou tomamos as rédeas para conter a destruição ou estamos cometendo suicidando, matando o planeta. Entre agosto de 2020 e julho deste ano, foram 10.476 km² desmatados, 57% a mais que no ano anterior, a maior área desde 2010. O presidente fala uma coisa, mas a sensação é a de que acontece o oposto, com apoio dele.

    Protestos

    Na Europa, ressalte-se, Bolsonaro deixou de ir à conferência da ONU; os seguranças dele espancaram jornalistas; ele deixou de cumprir funções de chefe de Estado, como encontros bilaterais; e foi atender a apoiadores de lá.

    Noutra postagem, ele falou o pior: ‘soube’ que dentro de 20 dias a Petrobras vai anunciar novo aumento no preço dos combustíveis. E dita a solução, na visão dele: vender a Petrobras.

    Óbvio que, nem que ele queira, a Petrobras seria vendida até as eleições. E aí entra outro ponto chave da questão: se com 11 reajustes já feitos neste ano, a inflação disparando e o povão nas ruas protestando, ele aguenta… Ele já acumula largo passivo político. Esse aí, historicamente, é letal.