No duelo com Bolsonaro, Rui ganhou. No mínimo, a solidariedade dos colegas

    "O Governo do Estado da Bahia não mantém laços de amizade nem presta homenagens a bandidos nem procurados pela Justiça"

    Fotos: Mateus Pereira / GOVBA/ Wilson Dias/Agência Brasil
    Fotos: Mateus Pereira / GOVBA/ Wilson Dias/Agência Brasil

     

    Assunto que nutriu as rodas de conversa entre políticos ontem: o duelo entre Bolsonaro e Rui Costa sobre a morte do miliciano Adriano Nóbrega. E de saída, uma conclusão lógica: um cidadão fugitivo da Justiça que é morto e provoca um bate-boca entre o presidente da República e um governador de Estado, não é qualquer um.

    Bolsonaro disse que Adriano foi vítima de uma execução sumária. ‘A PM da Bahia está sob orientação de um governo do PT. Não precisa dizer mais nada’.

    Alvo da Operação Os Intocáveis, deflagrada por Polícia Civil e Ministério Público do Rio, que era tido como ‘um sujeito violento’, de uma sucessão de acusações de assassinatos não resolvidos. E ainda assim Bolsonaro questiona a morte do dito cujo tentando politizar a questão. Seria uma queima de arquivo. Mas para beneficiar quem? O PT?

    Apoio geral

    Rui Costa já vem litigando com o governo de Bolsonaro, e bateu forte:

    ‘O Governo do Estado da Bahia não mantém laços de amizade nem presta homenagens a bandidos nem procurados pela Justiça. A Bahia luta contra e não vai tolerar nunca milícias nem bandidagem’.

    Em síntese, jogou no nível de Bolsonaro. Lá atrás, em 2003, Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, aprovou uma moção de louvor ao então major Adriano. Diz Flávio que isso foi no tempo em que ele não tinha acusações.

    No frigir dos ovos, Rui Costa ganhou a solidariedade dos colegas governadores. Levou a melhor.