No caso Alden, a punição que fica é o isolamento

    corte da convivência política e social é algo inédito na Assembleia

    Os parlamentos, aqui e alhures, são marcados pela fraterna convivência entre opostos, os inimigos cordiais. Imagine uma situação em que um integrante da bancada de oposição é oficialmente deletado da convivência, tipo ‘caia fora que não lhe queremos aqui’.

    Foi isso que surpreendeu no desfecho do caso Capitão Alden no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Já se sabia que vinha uma punição por aí, suspensão por 30 dias. Mas o corte da convivência política e social é algo inédito na Assembleia.

    Na Alba, já há um desconforto geral com Alden, entre os colegas, porque nas sessões virtuais o cenário das falas dele é sempre armamentos pesados. Os deputados acham uma indignidade usar a plataforma da Casa para isso.

    Dos 63 deputados, 43 se dizem ligados ao governo; 17 a ACM Neto; e três independentes: Hilton Coelho, do PSOL, da esquerda; e Alden e Talita Oliveira, do PSL, ambos bolsonaristas. Ele fica só com Talita.