Nas terras dos hotéis que o governo vai vender, a sensação é de já vende tarde

    No interior, a maioria hoje está arrendada. Um negócio que não tem sentido mais para o Estado

    Foto: Portal da Copa/ Vitoria Camara
    Foto: Portal da Copa/ Vitoria Camara

     

    No mix de sete hotéis que o governo vai vender no pacote do projeto enviado à Assembleia Legislativa, que inclui a área da Rodoviária de Salvador, do Detran e do velho Centro de Convenções, a sensação de cabo a rabo é à lá ‘já vai tarde, desde que fique’.

    Explicando: para sair das mãos do governo, tudo bem, alguns até imploram e agradecem. Desde que os equipamentos permaneçam como hotéis, ou tenham outras utilidades objetivas.

    Um exemplo é o Grande Hotel de Juazeiro, na ativa, avaliado em R$ 13 milhões. O deputado Roberto Carlos (PDT), diz nada ter contra o governo vender:

    — Desde que fique como hotel ou o governo doe para a prefeitura transformá-lo no centro administrativo de Juazeiro, que a cidade não tem.

    Em Cipó

    Os hotéis, além de Juazeiro, são em Campo Formoso, Uauá, Jacobina, Ibotirama, Piritiba e Caldas do Cipó. Tiveram sentido coisa de 50 anos atrás, quando o governo queria impulsionar o turismo no interior. A maioria hoje está arrendada. Um negócio que não tem sentido mais para o Estado.

    O Grande Hotel de Caldas do Cipó, por exemplo, está há tempos abandonado, e o prefeito Marquinhos (PSD) diz que o Estado passar adiante é um favor. Aliás, é uma bandeira dele.

    — Aqui temos um largo histórico de imóveis públicos abandonados. O hotel é um, está abandonado. Tem três empresas interessadas, para manter o hotel e fazer outros negócios também.