Boulos confirma implantação de pontos de apoio em Salvador

    Ministro defendeu ações do governo Lula voltadas à categoria durante agenda na Bahia

    Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), anunciou nesta quarta-feira (15) a implantação de duas unidades do programa Parada Certa em Salvador. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Governo da Bahia, oferece pontos de apoio para motoristas de aplicativos.

    A declaração foi dada durante agenda em Cajazeiras, onde o governador Jerônimo Rodrigues (PT) reuniu integrantes do governo federal para uma plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) e o lançamento do Comitê Popular da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Ao defender as ações do governo federal voltadas aos trabalhadores por aplicativo, Boulos afirmou que a categoria passou a receber atenção da atual gestão.

    “É a primeira vez que o governo olhou para os motoristas de aplicativo. Eles sempre estiveram jogados à própria sorte. Quando o governo aparecia, era para criar taxas e dificuldades. O nosso governo lançou uma série de iniciativas, inclusive em parceria com o Governo da Bahia. Vamos inaugurar dois pontos do Parada Certa aqui em Salvador como apoio para os motoristas de aplicativo”, declarou.

    O que é o Parada Certa?

    O Parada Certa é um espaço destinado aos trabalhadores por aplicativo, oferecendo estrutura para descanso e apoio durante a jornada de trabalho. Entre os serviços disponíveis estão banheiro, área de convivência, local para aquecer refeições, pontos para recarga de celular e monitoramento por câmeras de segurança.

    A primeira unidade do programa foi inaugurada em 25 de junho, na cidade de Mauá, em São Paulo.

    Crédito para motoristas

    Durante o evento, Boulos também destacou o programa de crédito lançado pelo governo federal para motoristas de aplicativo e atribuiu aos bancos a baixa adesão inicial à linha de financiamento.

    “Lançamos um programa com condições muito melhores que as do mercado, com juros pela metade, prazo de até 72 parcelas e seis meses de carência. Só que quem concede o empréstimo são os bancos, não o governo. Infelizmente, existe uma ganância dos bancos deste país, que não querem emprestar para trabalhador. Essa é a briga que estamos enfrentando”, destacou.

    Segundo o ministro, o governo determinou que bancos públicos ampliassem a oferta da linha de crédito. Ele afirmou que o Banco do Brasil elevou o índice de concessões e que o programa já alcançou R$ 1 bilhão em financiamentos para aquisição de veículos.

    “Nos reunimos com a Caixa, Banco do Brasil e BNDES por determinação do presidente Lula. Se existe um fundo garantidor, os bancos públicos têm que conceder esses empréstimos. O Banco do Brasil saiu de cerca de 20% de concessão para quase 40%, e o programa já atingiu R$ 1 bilhão em carros financiados. Tivemos dificuldades no início, é verdade, mas estamos resolvendo”, completou.