Ministro nega acesso de Chiquinho Brazão a delação premiada de Ronnie Lessa

    Deputado federal é suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ)

    Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

    Suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido) pediu acesso à delação premiada do ex-policial militar, Ronnie Lessa, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Na oportunidade, o magistrado negou a permissão.

    Na delação premiada, Ronnie Lessa relatou que o parlamentar, à época, vereador do Rio, apresentou uma “descontrolada reação” à atuação de Marielle para “apertada votação do projeto de Lei à Câmara número 174/2016”. Aos investigadores, Lessa também confessou que Barbosa foi uma peça-chave para que os homicídios fossem consumados em 14 de março de 2018, a mando dos Brazão.

    Os inquéritos da Polícia Federal (PF) apontam que o crime contra Marielle foi motivado por questões fundiárias e grilagem de terra. Além do deputado federal, o irmão dele, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Domingos Brazão, e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa também foram apontados como mandantes do assassinato.

    Segundo a PF, Brazão e o irmão buscariam a regularização de um condomínio inteiro na região de Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade, sem respeitar o critério de área de interesse social, visando obter o título de propriedade para especulação imobiliária.