Militar não terá aumento salarial em projeto de Previdência, diz Marinho

    Secretário especial do ministério da Economia afirma que, em contrapartida, gratificações serão incorporadas a medida em que o militar subir de patente

    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

    Rogério Marinho, secretário especial da Previdência e do Trabalho no ministério da Economia, afirmou que o projeto de Previdência dos militares não prevê aumento salarial para a classe.

    Em contrapartida, Marinha afirmou que gratificações serão incorporadas a medida em que o militar subir de patente – serão criadas outras novas para permitir a extensão do tempo de serviço exigido pela reforma.

    “É um projeto em que, ao mesmo tempo em que trabalha a reestruturação da assistência (a previdência dos militares), também há uma ‘rearrumação’ da questão da carreira, mas não aumento salarial, nada que implique em impacto previdenciário”, disse o secretário em entrevista ao Estadão.

    A explicação vem à tona após a cúpula das Forças Armadas requisitar ajustes salariais para generais do primeiro escalão, o que ocasionaria em um grande impacto nas contas da Previdência. De acordo com o secretário, o projeto dos militares chega ao Congresso no dia 20 de março.

    A expectativa é de que alguns pontos da mudança sejam estendido para os policias militares. Marinho argumenta que, atualmente, alguns coronéis chegam a se aposentar aos 43 anos. Com a mudança, um coronel só poderia se retirar da função aos 55 anos. “Pra eles (Estados) é um grande respiro, porque vão ter o funcionário com mais 10 anos na ativa”, justifica o secretário.