A vereadora Marta Rodrigues (PT), irmã do governador Jerônimo Rodrigues (PT), rebateu nesta quinta-feira (9) o líder da bancada do governo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Kiki Bispo (União Brasil), que protagonizou um bate-boca com o presidente da Casa, Carlos Muniz (PTB), após a publicação da formação das comissões temáticas no Diário Oficial da CMS, nesta quarta-feira (8).
Durante a sessão, Kiki alegou que o presidente do Legislativo publicou as nomeações de “forma autoritária”. Em entrevista ao bahia.ba, no entanto, Marta afirmou que Muniz respeitou o regimento da Câmara.
“Já vínhamos desde segunda (6) fazendo este debate, dialogando o máximo. Na terça (7) nós saímos da CMS quase às 20h, e foi um esforço coletivo desde às 14h30. Em todo esse tempo, Muniz pediu que a bancada de oposição sentasse e apresentasse os nomes para compor as comissões, assim como a bancada independente e a bancada do governo”, disse.
Marta lembrou, ainda, que Muniz havia dado um prazo para as bancadas apresentarem os nomes. As indicações poderiam ser enviadas até às 12h desta quarta (8). “Isso não é ser autoritário. Isso é você respeitar o regimento da casa. E isso foi feito”, pontuou a vereadora.
Ainda durante a entrevista, a petista minimizou o fato do presidente ter abandonado a Mesa Diretora e ter dado como encerrada a sessão em meio aos protestos da bancada governista.
“Quando ele estava apresentando a nominata, com todos os nomes das comissões, começou aquele pedido de questão de ordens e as divergências, por parte da liderança do governo e o presidente continuou fazendo a leitura. Quando terminou, ele tinha que atender também outros compromissos. Quando ele saiu e colocou outro vereador para presidir, pra ver se chegava esse entendimento, que começou a exaltação dos ânimos na Câmara, mas depois nós dirigimos as comissões e as instalamos”, completou Marta.
Segundo a vereadora, a definição da Comissão da Constituição e Justiça e Redação Final (CCJ) “foi a que teve um clima mais tenso”. Depois de uma disputa com Cláudio Tinoco (União Brasil), Paulo Magalhães Jr. (União Brasil) foi o escolhido pelo grupo para comandar a comissão mais importante da Casa.
“O presidente cumpriu com seu papel. No momento em que 42 vereadores não chegam ao entendimento, ele tem que fazer com que as coisas aconteçam. A partir de segunda-feira, como a Casa iria funcionar sem as comissões? Todo projeto que tem na Casa, seja do Executivo ou de vereadores, têm que passar pela comissões”, concluiu Marta.

