Marta aponta relação grave e obscura entre Banco Master e empresa ligada a ACM Neto

    "Quando esses fatos emergem juntos, levantam muitas suspeitas e precisam ser apurados com rigor”, afirmou

    Foto: Assessoria/Marta Rodrigues
    Foto: Antonio Queirós

     

    A vereadora de Salvador Marta Rodrigues (PT) afirmou nesta sexta-feira (13) que informações divulgadas nos últimos dias indicam uma relação que classificou como “no mínimo obscura” entre o Banco Master e uma empresa de consultoria ligada ao ex-prefeito ACM Neto (União Brasil).

    Segundo a parlamentar, a revelação de que um decreto municipal abriu espaço para operações de crédito consignado do banco com servidores públicos ainda durante a gestão de Neto se soma à notícia de repasses milionários feitos à empresa do ex-prefeito, ampliando questionamentos sobre a relação entre as partes.

    “De um lado, aparece a notícia de repasses milionários feitos por instituições financeiras para uma empresa ligada ao ex-prefeito. De outro, surge a informação de que a prefeitura, ainda sob sua gestão, editou um decreto que viabilizou operações de crédito consignado com esse mesmo banco. Quando esses fatos emergem juntos, levantam muitas suspeitas e precisam ser apurados com rigor”, afirmou.

    De acordo com Marta, vieram a público inicialmente informações sobre repasses de cerca de R$ 3,7 milhões feitos por instituições financeiras, entre elas o Banco Master e a gestora Reag Investimentos, para a empresa A&M Consultoria, criada por ACM Neto após deixar o comando da capital baiana.

    Em seguida, reportagens apontaram que um decreto editado pelo Executivo municipal durante a gestão do ex-prefeito abriu espaço para que o Banco Master atuasse em uma modalidade específica de empréstimo consignado destinada a servidores municipais.

    “É uma relação que envolve o poder público municipal, um banco investigado que passou a operar dentro desse sistema e, posteriormente, transferências milionárias para uma empresa ligada ao ex-prefeito que governou Salvador por oito anos. Esses fatos criam um cenário de obscuridade que precisa ser esclarecido”, disse a vereadora.

    Para a petista, a coincidência entre decisões administrativas, atuação de instituições financeiras e transferências de valores elevados dentro de um mesmo contexto político exige esclarecimentos públicos.

    “A sociedade precisa compreender qual foi exatamente a natureza dessas relações e quais interesses estavam envolvidos”, afirmou.