O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, esteve presente na inauguração do Elevador do Taboão nesta quinta-feira, 30, em Salvador. Lupi, em entrevista exclusiva ao bahia.ba, reforçou os laços da parceria do Democratas com sua legenda e tratou de relembrar os quadros da sigla no estado, ressaltando que é do desejo do partido ocupar uma vaga nas majoritárias e/ou na disputa ao senado.
“Tenho certeza que nós temos uma importância estratégica nesse estado. Já tivemos prefeito da capital por mais de uma vez, já tivemos senador aqui. É um partido que tem 41 anos de história, sempre no campo popular, defendendo o interesse do trabalho. Além disso, temos um bom diálogo com o [ACM] Neto e o Bruno [Reis], temos a vice-prefeita Ana Paula Matos, que é do PDT, e estamos caminhando fortemente com essa aliança, ocupando uma vaga da majoritária que pode ser de vice ou de senador. Tudo vai depender do tamanho da aliança, quais são os partidos e os nomes que venhamos a discutir. O partido tem nomes importantes, como Léo Prates, que vai ser pré-candidato a deputado federal, entre outros bons quadros, como o deputado Félix Mendonça Jr., presidente de nossa sigla com muita tradição. Estou muito confiante que essa aliança tem tudo para dar certo”, afirmou Carlos Lupi.
Lupi também tratou sobre o rompimento com o governador da Bahia, Rui Costa, e seu partido, o PT. Sem criar polêmicas, o presidente PDT tratou de afirmar que não se tratou de nada pessoal, apenas sendo um rompimento relacionado às eleições presidenciais de 2022, em que Ciro Gomes (PDT) será adversário do candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva.
“Amigo, na política quem trabalha com mágoa acumula doenças. Eu trabalho com diálogo, nós temos visões conflitantes, em relação à estratégia do processo eleitoral, o que não nos faz inimigos. Nos separamos hoje porque o PT tem uma candidatura que é do Lula, o PDT tem uma com o Ciro, e nós temos que encaminhar com a nossa candidatura e fortalecer esse palanque. Como o palanque do PT já está ocupado, nós estamos buscando alianças que fortaleçam a candidatura do Ciro aqui na Bahia, e temos uma expectativa disso acontecer com a candidatura de ACM Neto”, disse o presidente do PDT.
Abordando a questão das pesquisas eleitorais, Lupi pregou calma e cautela, afirmando que o cenário ainda está muito volátil e que muita coisa poderá acontecer. Ele também ressaltou a presença do marqueteiro baiano João Santana na campanha pedetista.
“Olha, tá muito cedo mesmo, né? Estamos ainda a um ano da eleição, a pesquisa é que nem nuvem, a cada hora num lugar, vem o vento, muda tudo, vem o sol, muda de novo, então vai de cada momento. Acho que o Ciro está bem, mantendo seu percentual, e estamos nos consolidando cada vez mais, especialmente com o apoio de uma fera baiana na campanha, que é o João Santana, um craque excelente. Temos a esperança do Ciro chegar lá pra março ou abril com 15% a 17%. Nós precisamos lutar pelo Brasil da democracia, contra Bolsonaro, que chamo de profeta da ignorância.”
Por fim, Carlos Lupi também tratou da relação do seu partido com as candidaturas de Lula e de Jair Bolsonaro (sem partido), atual presidente do país que tentará a reeleição em 2022.
“Ciro deu declarações recentemente chamando Lula de negacionista, que nega a democracia. Ele tem suas razões para ter sua opinião, e é um trabalho sempre focado na construção de achar aquilo que nós precisamos lutar nesse momento do Brasil. Após combatermos Bolsonaro, queremos fazer um grande debate, se possível contra o Lula, onde poderemos discutir sobre os projetos que queremos para o futuro”, finalizou.

