Lula diz ter se tornado amigo de Lira e Pacheco após entraves com presidentes

    De acordo com o petista, a medida ocorreu devido à “capacidade de conversação” com os líderes

    Foto: Ricardo Stuckert/PR

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ter “estreitado os laços” com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), após assumir o terceiro mandato em 2023. De acordo com o petista, a medida ocorreu devido à “capacidade de conversação” com os líderes. 

    “Vocês percebem que as coisas vão acontecendo. E vão acontecendo porque você estabelece capacidade de conversação. Quando eu tomei posse, o Lira era meu inimigo, hoje o Lira é meu amigo. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, era meu inimigo, hoje é meu amigo”, disse Lula durante seu discurso na abertura do 14º Encontro Nacional da Indústria (Enai), em Brasília (DF).

    Diante das eleições para presidência da Câmara e do Senado em fevereiro de 2025, Lula alega que não irá interferir nas sucessões de Lira e Pacheco no Congresso. Segundo o mandatário, o assunto “não cabe ao presidente da República, [mas sim] dos deputados”.

    “Não cabe ao presidente da República escolher quem vai ser o presidente da Câmara ou do Senado, cabe aos deputados. O papel do presidente é conviver com quem é presidente. E estabelecer conversa para aprovar o que é de interesse do Estado brasileiro. Esse é o milagre da política brasileira que está acontecendo no Brasil hoje”, acrescentou. 

    Na Câmara, Arthur Lira escolheu o deputado Hugo Motta (Republicanos) como o seu candidato à presidência da Casa. O progressista tem trabalhado para conseguir o máximo de apoio dos parlamentares para emplacar o seu escolhido. 

    No Senado, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil) é o cotado para substituir Rodrigo Pacheco no cargo. O parlamentar já tem o apoio de cinco bancadas: PL, União Brasil, PP, PSB e PDT.