Lula dá o start para a campanha na Bahia. O tom da reza é esse

    "Desse jeito, eu vou ter 90% dos votos na Bahia. Não votem 100% em mim, não. Se não, ele (Bolsonaro) vai dizer que foi roubado"

    Foto: Jonas Souza/PT Bahia
    Foto: Jonas Souza/PT Bahia

     

    Enfim, 2022 dá o ar da graça. Ontem na Assembleia, a presença de Lula, com Rui Costa e Jaques Wagner ao lado, para encontro com movimentos sociais, o tom foi de pré-campanha, todos seguindo a mesma batuta, a do ‘Lula lá’, e o próprio ex-presidente disse que topou o desafio.

    Festa à parte, ficou a avaliação do entorno. Entre os aliados principais do governo, o senador Otto Alencar estava presente não só jurando apoio, como disse também que está conversando com Gilberto Kassab, o presidente nacional do PSD, para levar ‘o partido inteiro para Lula’.

    E cadê João Leão, o vice-governador? Deputados a ele ligados estavam, mas ele, não. Na mesma hora estava atendendo empresários na Seplan:

    — Eu já tinha essa agenda e não quis adiar. Mas tomei o café da manhã com Lula, almocei com Lula e vou jantar com Lula. Tô com Lula de manhã, de tarde e de noite.

    Pipoca

    No encontro foram pessoas escolhidas a dedo para entrar no auditório da Assembleia. O rigor foi cumprido, e o ambiente ficou tranquilo. Mas os que foram estavam animados. E Lula, referindo-se à deputada Lídice da Mata, presidente do PSB, disse que estava animado.

    — Tô vendo muita gente boa aqui. Desse jeito, eu vou ter 90% dos votos na Bahia. Não votem 100% em mim, não. Se não, ele (Bolsonaro) vai dizer que foi roubado.

    Lula se despediu sob um banho de pipoca das baianas. Na banda baiana, o encontro cristalizou um fato: a base aliada de Rui segue unida. Só falta Leão no palanque.