Líder do Governo defende debate com Neto sobre distribuição de renda: ‘cuidou dos ricos’

    Rosemberg rebateu ex-prefeito, que afirmou 'faltar liderança’ em Rui Costa para combater criminalidade

    Foto: Foto: Sandra Travassos / Divulgação / Alba

    Líder do Governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) afirmou que o pré-candidato ao governo ACM Neto está “extremamente equivocado” quando tenta responsabilizar o governador Rui Costa (PT) pelo aumento da criminalidade no estado.

    Nesta terça (6), o ex-prefeito de Salvador afirmou que “falta liderança” por parte do governador para conter o aumento dos índices de violência na Bahia.

    “É lamentável. Ao invés de debatermos a solução, a gente fique se utilizando de uma forma, extremamente equivocada, jogando responsabilidade para quem não tem, para se beneficiar politicamente”, criticou durante entrevista, na manhã desta segunda-feira (6), à Rádio Salvador FM.

    O parlamentar petista defendeu a necessidade de uma política integrada entre os governos estaduais e federal como forma de conter a escalada de violência nos estados brasileiros.

    “ACM Neto fala muito da segurança pública, como se a responsabilidade fosse dos governos estaduais. Quem estimula a violência todos os dias é [o presidente] Jair Bolsonaro. É muito difícil fazer segurança pública quando você tem alguém na presidência da República estimulando o uso de armas, trazendo a nossa juventude para esse tipo de posicionamento, além de, publicamente, se posicionar em desrespeito às instituições”, apontou.

    O líder governista ainda citou a necessidade de se distribuir renda, porque, para ele, o crime passa a ser a solução imediata para a fome.

    “Eu gostaria de fazer esse debate com o ex-prefeito ACM Neto, sobre a distribuição de renda, que ele não fez quando governou. Ele não cuidou da população mais pobre de Salvador. Cuidou dos ricos. Mas os ricos precisam de muito pouco. Os ricos precisam regulamentar as suas relações, porque dinheiro eles têm. Quem precisa de distribuição de renda são os pobres e é por isso que a pobreza em Salvador cresce assustadoramente”, lamentou, ao citar o retorno de crianças, adultos e idosos nas sinaleiras e feiras livres da capital baiana pedindo ajuda.

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